Será que sou louco o suficiente para caminhar em Chernobyl
E apreciar a radioatividade me matar rápido ou lentamente?
Talvez lá eu posso repensar sobre meu lado hostil
Descobrir que sou 50% louco ou até mesmo doente
Iriam desconfiar que o tempo pa**ou e ninguém me viu
Desapareci pelo mundo tentando plantar minha semente
Tenho sorte de segurar essa caneta enquanto outras seguram fuzil
E talvez esse mesmo fuzil dispare o projétil que explodirá minha mente
Aí o inabalável aqui enfraqueceu e alguém destruiu
Tento caminhar rumo ao paraíso mas a jornada fica mais quente
Aquele que nasceu nos meados dos anos 2000
Apenas ouviu as bombas mentais explodirem na sua frente
E só no final ele perceberá que a ficha caiu
E o inferno já vai sendo enchido pelo presente
Onde o povo para ganhar ibope finge ser gentil
Meu peito macio tem um lado de pedra que ninguém ainda sente
Mente quem diz que nunca fez o mal, o imoral ou o errado
Fadado será que estou à um futuro de colheita?
Quem rejeita a canção de um rimador inspirado
Meu coração não mais sua companhia aceita
Muito que já escrevi e tanto que está guardado
Meu lado insano das profundezas me espreita
Alguma seita se forma ou alguém é sacralizado
Apenas escrevo meu recado a quem meu estilo respeita
Meu armamento levo no bolso, minha caneta Escrevendo a receita para um Mc
Desmotivado
Se para esse mundo viesse um grande cometa
E se inicia**e as treta, como seria minha faceta ?
Em todos o pecado já estará estampado
E se com o tempo pa**ando eu fosse perdendo alguma convicção
Me vestisse com a roupa que a maldade tece
Alguém pode fazer prece, quem me ama fazer oração
Para eu conquistar meu sonho e não esquecer meu alicerce
E se eu for ingrato e não der retribuição
Iria fazer sofrer quem nesse mundo não merece
Perceberia que fui vítima de alguma maldição
E a corrupção em corrosão na nação ainda permanece
Fazer o bem deveria ser obrigatório, não uma opção
Se aproveitam do livre arbítrio, Deus se entristece
Talvez com cansaço, esse verso eu faço traço a canção
E o mundo com canções da indústria se espairece
A gente é obrigado a fazer o que não quer, desvantagem
A mensagem sendo enviada para quem quiser captar
Alguns sabem, todos vivem em sociedade, outros na margem
Faço a viagem psicológica com medo de alguém me decapitar
Quero retratar, tratar em poesia ou imagem
A escolha é minha, nisso eu posso optar
Ainda não tenho casa própria, carro ou garagem
E para conseguir isso não vou me vender ou a alguém matar
Meu verso um compromisso com o mundo a**ume
Impune o mal na minha mente não ficará Meu som desconhecido propaga em baixo volume
Mas essa "base" que uso vai ser o que me sustentará
Me empenho a construir matéria, já o resto faz estrume
E talvez a lacuna da sua mente algum deles ocupará
Pelo veneno e o vício do sistema tento está imune
Então se acostume um dia meu som você ouvirá...