Verso I:
De repente, resolvi fazer um RAP
Um repente, repentinamente
Meu endereço não tem CEP
Eu trago o mundo na minha mente
(O mundo na minha mente) - 3x
Mente que diz, que nunca foi feliz
Que não criou raiz, não cultivou uma flor
Quero rimar, sem medo o meu amor
Quero remar, sem receio por esse mar
Quero rumar na vida e amar (só amar)
Solto palavras em campos risonhos
Envolto sementes de sonhos
Que germinam em qualquer estação
Planto com risos em rasas covas
Um pedaço do mais puro coração
A vida sempre se renova
Seja na poesia ou não canção
Que na verdade é uma poema cantado
Não tenho um palavreado apurado
Nasci jurado, pra viver de amor
Por isso to sempre me esquivando da dor
Refrão:
De repente, resolvi fazer um RAP
Um repente, repentinamente
Meu endereço não tem CEP
Eu trago o mundo na minha mente
(O mundo na minha mente) - 3x [2x]
Verso II:
É um tesouro, que a natureza nos oferece
Minha rima é pobre, não merece elogios
Não tem nada, belo como um prece
Mas me espanto com o calor do frio
Ando sempre no fio, da navalha
Minha poesia cala
No entando foge de mim
No meu peito não encalha
Encolho os ombros e me a**ombro
Pulo pra desviar dos escombros
E sobrevivo, tenho um ''eu'' alternativo que
Se reveste de uma estranha grafia
Das minhas estranhas surge a poesia
Que me leva a raias loucuras
é uma aventura
Ver-me aqui se expor
Me decompor em cores imaginárias
Minhas palavras me são necessárias
De repente, resolvi fazer um RAP
Um repente, sem nexo
Um reflexo doido e doído em mim
Um RAP a**im, sem pé nem cabeça
E antes que eu me esqueça
Esse aqui é o fim (fim)
Refrão:
De repente, resolvi fazer um RAP
Um repente, repentinamente
Meu endereço não tem CEP
Eu trago o mundo na minha mente
(O mundo na minha mente) - 3x [2x]